Revista Acontece Regional

Após perder esposa com leucemia, limeirense supera a dor organizando caravanas para doação de medula óssea em hemocentros de SP

A luta contra a leucemia foi intensa, porém, rápida. Jéssica Prado descobriu o câncer em outubro de 2014, e faleceu três meses depois, em janeiro de 2015. A jovem, de apenas 27 anos, não teve tempo suficiente para encontrar um doador compatível, apesar das caravanas com doadores organizadas pelo marido. Porém, Danilo Alves Rocha, de 26 anos, não parou com o trabalho voluntário, mesmo após a morte da esposa. “Eu poderia ser egoísta e abandonar as caravanas depois de perder a Jéssica, mas este gesto pode salvar muitas outras vidas que dependem de um doador compatível”, confessa.

Danilo têm razão. O fator que mais dificulta a realização do transplante nos pacientes é a falta de um doador, já que as chances de encontrar alguém compatível são de apenas uma em cada 100 mil pessoas. Além disso, o doador ideal, que seria um irmão compatível, só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras. Para os outros 75% dos pacientes, é necessário identificar um doador alternativo nos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis.

As caravanas idealizadas pelo limeirense reúnem doadores rumo ao Hemocentro de São Paulo ou de Campinas, onde a coleta de sangue é realizada. No último ano, quatro viagens já foram efetuadas, com cerca de 200 doadores. As ações organizadas por Danilo são custeadas pela Ong Pró-Medula, sem nenhum gasto para os participantes, e também contam com o apoio da Associação Integrada de Deficientes e Amigos de Limeira, a Ainda.

O jovem explica que o procedimento é bastante simples. “Após preencher uma ficha com dados pessoais, o voluntário doa somente cinco ml de sangue para a realização dos testes de compatibilidade. Se acharem alguém compatível em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, o doador será chamado. O cadastro para a doação dura até os 60 anos de idade”, explica. Os voluntários ficam registrados no Redome, que é o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. Podem se cadastrar pessoas entre 18 e 55 anos de idade, que estejam em bom estado de saúde e não possuam doenças infecciosas ou do sistema imunológico, como o vírus da AIDS.

Além da possibilidade de cura para os pacientes com leucemia, o transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de outras 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias, e é indicado para problemas relacionados com a fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico. Os principais beneficiados são os portadores de linfomas e anemias graves. Outras doenças não tão frequentes também podem ser tratadas com o transplante de medula, como as mielodisplasias, doenças do metabolismo, doenças autoimunes e vários tipos de tumores.

DIFICULDADE

Danilo conta que as caravanas surgiram da dificuldade em realizar o cadastro de possíveis doadores durante o tratamento de sua esposa. Isso porque Limeira ainda não possui um hemocentro. Os voluntários que desejavam fazer o teste de compatibilidade para ajudar a família tinham que se deslocar até Campinas ou São Paulo. “Hoje, Limeira tem potencial para sediar um hemocentro que atenderia mais de 22 cidades da região”, avalia o jovem.  

Além de investir tempo, paciência e recursos para organizar as viagens com voluntários, hoje Danilo também articula com autoridades a vinda de um hemocentro para o município, o que seria, segundo ele, “a realização de um sonho”; e ainda se dedica à criação do pequeno João Pedro, de apenas dois anos, fruto de sua união com Jéssica.

COMO PARTICIPAR

Quer fazer parte das próximas caravanas? Basta entrar em contato com o Danilo pelo telefone (19) 97406-9888. Mais informações sobre a doação de medula óssea também podem ser obtidas na página pessoal de Danilo no Facebook (Danilo Alves da Rocha); ou nos perfis oficiais da Ong Pró-Medula e do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

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14 comentários

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