Revista Acontece Regional

Os vários talentos de Bianca Rinaldi

Da primeira aparição como paquita às protagonistas de sucesso, como a escrava Isaura, atriz fala sobre trajetória vitoriosa e reencontro com Xuxa em ‘Dancing Brasil’

 

Bianca Rinaldi fez novelas, teatro, foi apresentadora e também sabe cantar. Mas se há um lugar especial para a atriz, este com certeza é o palco da Xuxa, onde tudo começou. “Ela mora no meu coração. São muitos anos de convivência, de conhecimento”, diz a artista, que foi paquita da rainha na década de 1990. Cinco anos depois, cada uma foi para um lado. Mais de 20 anos se passaram. E agora, aos 42 anos, o reencontro. Bianca foi uma das participantes do reality “Dancing Brasil”, programa comandado por Xuxa Meneghel na Record. A atriz competiu ao lado de famosos como Sheila Mello, MC Gui, Tony Sales, Richarlyson, Fabíola Gadelha, entre outros – e mostrou que o jeito para a dança não ficou no passado, apenas para entreter o público infantil. “Eu achava que sabia dançar, mas estou aprendendo ainda (risos)”, brinca.

 

Bianca fez várias novelas na emissora e deixou a Record em 2014. Passou também pela TV Globo, onde participou de várias atrações. Com 25 anos de carreira profissional, Bianca Rinaldi acumulou grandes trabalhos ao longo de sua jornada. Fez parte de um ícone da televisão brasileira, o “Xou da Xuxa”, aos 15 anos de idade, como a Paquita Xiquita Bibi.  Daí em diante, iniciou sua trajetória como atriz. Em 1997, atuou na terceira temporada de “Malhação”, também na TV Globo. Posteriormente, no SBT, em 2001, atuou em “Chiquititas”. Depois, protagonizou com sucesso a novela “Pícara Sonhadora” e, em 2002, “Pequena Travessa”.

 

Em 2004 consolidou sua posição de protagonista na TV Record ao interpretar Isaura, em “A Escrava Isaura” – a novela está sendo reprisada pela emissora desde o início deste ano e tem alcançado ótimos índices de audiência, superando a versão original. Para viver a personagem, que faz par romântico com o ator Theo Becker, Bianca Rinaldi teve de escurecer o cabelo, usar lentes de contato, manter a pele branca e aprender a sorrir de boca fechada.

A atriz foi escalada pelo diretor da novela, Herval Rossano, logo no primeiro encontro. “Quero que você faça a Isaura. Quero que aprenda a sorrir de boca fechada e não tome sol”, pediu-lhe Herval, que também dirigiu a primeira versão da trama na Globo, em 1976. Na época, aos 30 anos, loira e de olhos azuis, Bianca aceitou o pacote de transformações, que resultou no grande sucesso do remake entre o público. Na Record, Bianca fez ainda “Prova de Amor” (2005), “Caminhos do Coração” (2007), “Os Mutantes” (2008), “Ribeirão do Tempo” (2010), “O Madeireiro” (2012) e “José do Egito” (2013).

Também na emissora, Bianca Rinaldi apresentou os programas “Ressoar” (2005) e “Extreme Makeover Social” (2012). Em 2013, voltou para a TV Globo na novela “Em Família”, de Manoel Carlos, com direção de Jayme Monjardim. A atriz brilhou como a médica Silvia. Mais tarde, em 2015, competiu com outros famosos no “Super Chef Celebridades”, quadro de culinária do programa “Mais Você”, comandado por Ana Maria Braga.

Sua trajetória também é longa no teatro. Apaixonada pelas artes cênicas, Bianca Rinaldi acumula atuações em grandes produções pelos palcos do Brasil. Em março de 2016, interpretou Maria no espetáculo “Paixão de Cristo de Nova Jerusalém”, em Pernambuco. Recentemente, também esteve em cartaz com a peça “Nove em Ponto”, de Rui Vilhena, no Teatro Folha.

Com uma carreira consolidada como artista, o que poucas pessoas sabem é que Bianca faz ginástica desde os 12 anos, um dos motivos por trás de seu grande sucesso no “Dancing Brasil”. Além disso, a atriz afirma que o projeto foi uma oportunidade de reencontro entre ela e Xuxa, com quem já trabalhou no início da carreira. Com os laços estreitados entre Bianca e a emissora de Edir Macedo, pode ser que a nova estadia da artista na Record dure mais do que o reality.

 

Cheia de talentos e amante da natureza e dos esportes, Bianca leva uma vida saudável – reflexo em seu corpo impecável – e feliz ao lado do marido, o produtor argentino Eduardo Menga, e das duas filhas, as gêmeas Sofia e Beatriz. Durante entrevista exclusiva à Acontece Regional, a atriz falou sobre a vida pessoal, a relação com a família e também sobre os novos projetos na carreira artística.

 

Acontece Regional – Pouca gente sabe da sua relação com a ginástica, que também começou muito cedo, aos 12 anos. O que a atividade física representa na sua vida?

Bianca Rinaldi – A atividade física sempre foi tudo para mim. Sou uma pessoa inquieta, gosto de me movimentar sempre. É uma rotina que me acalma dentro da loucura da agenda, é também um momento só meu. Quando somos mães, temos que dividir o nosso tempo em pedacinhos para dar conta de tudo e nos encontrar no meio dessa rotina é fundamental.

 

Acontece Regional – Como esse preparo físico te auxiliou no Dancing Brasil? Isso conta pontos para um bom desempenho?

Bianca Rinaldi – Acho que contou pontos, sim. Quando você pratica atividades há muito tempo, é natural que seu corpo aguente mais horas de ensaio e tenha mais fôlego na hora da dança. Não me deixou isenta das dores musculares, nem nada disso, mas criou uma resistência maior. Por ter feito ginástica, isso também ajudou nos passos de dança.

 

Acontece Regional – Qual foi a sua performance mais desafiadora no programa?

Bianca Rinaldi – Todas as performances são desafiadoras para quem não é dançarina, mas acredito que a que mais me atrapalhei foi com a salsa. Não consegui me envolver com a música!

 

Acontece Regional – Sua carreira na TV começou no “Xou da Xuxa” como paquita. Como foi reencontrar Xuxa Meneghel depois de toda a sua trajetória?

Bianca Rinaldi – Foi ótimo! Meu encanto com o mundo artístico e a televisão surgiu a partir daí, então devo muito a essa oportunidade inicial que tive. A Xuxa é uma profissional incrível e uma grande apresentadora. Foi um prazer dividir o palco com ela novamente, de certa forma.

 

Acontece Regional – Como descobriu sua paixão pelas artes cênicas?

Bianca Rinaldi – Foi através do programa da Xuxa, quando já tinha na minha cabeça uma predisposição à carreira artística. Ali tive a certeza do que queria fazer da minha vida!

 

Acontece Regional – Você acumula uma série de trabalhos na TV e no teatro. Qual papel foi o mais desafiador da sua carreira?

Bianca Rinaldi – Acredito que o mais desafiador, e também o divisor de águas, foi ‘Escrava Isaura’. Era uma personagem que já tinha sido representada antes, então isso criava uma pressão e expectativa para que o remake fosse tão bom quanto a primeira versão. Além disso, o contexto no qual a novela se inseria era muito complicado, uma realidade que infelizmente adotamos no Brasil. Isso exige muita energia dos atores.

 

Acontece Regional – Como é administrar a carreira, sua paixão por natureza e esportes e também a convivência com suas duas filhas? A rotina é intensa?

Bianca Rinaldi – A rotina é bem maluca às vezes (risos)! Tanto o pai quanto a mãe têm que saber lidar com muita intensidade durante o dia. Temos que nos dividir para dar conta de tudo e ainda assim encontrar momentos para passarmos juntos ou sozinhos. Porém, não há amor maior, então nunca finalizo o meu dia arrependida se não consegui um tempo para mim. A carreira artística suga muito, mas tanto minhas filhas como o meu marido estão acostumados à isso. É uma questão de equilíbrio e ver o que consigo ajustar; não faço nada que vá interferir drasticamente na minha família ou que sei que não poderia dar toda a minha dedicação. Tudo tem que ser muito bem pensado.

 

Acontece Regional –  E quais são os seus próximos planos no trabalho e na TV? Vêm novidades por aí?

Bianca Rinaldi – Ainda não posso revelar muito sobre os novos projetos, mas com certeza vêm novidades por aí!

 

>>>>> BOX

 

Portfólio

Teatro

As Meninas (1999), de Lígia Fagundes Telles

Aluga-se Um Namorado (2001), de James Sherman

Tudo de Mim (2003), de Emílio Boechat

Jeitinho Brasileiro (2005), de Miriam Palma

Amor de Comédia (2007), de Tiago Santiago

A Falecida (2013), de Nelson Rodrigues

A Toca do Coelho (2015), de David Lindsay Abaire, ganhador do Prêmio Pulitzer

 

Infantis

 

A Pedra Mágica (2004), de Miriam Bevilaqua e Julio Kadetti

A Vida Íntima de Laura (2006), de Clarice Lispector

Meio Lá Meio Cá (2012), de Gê Petean

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